Ocileuda de Souza Oliveira Nogueira, de 30 anos, foi nomeada, na terça-feira,10, como a primeira ouvidora-geral da Defensoria Pública do Amapá (DPE-AP) para o biênio 2026–2028. A escolha marca um momento histórico para a instituição e é resultado de um processo inédito, democrático e participativo, com ampla atuação da sociedade civil.
O processo garantiu a participação de organizações da sociedade civil com pelo menos um ano de atuação nas áreas social e de direitos humanos. Essas entidades indicaram representantes, votaram e formaram a lista sêxtupla. Ocileuda foi eleita nessa etapa e, posteriormente, recebeu a maioria dos votos do Conselho Superior da instituição para compor a lista tríplice. A nomeação foi realizada pelo defensor público-geral, José Rodrigues, concluindo o processo democrático e participativo.
Para o gestor, a implantação da Ouvidoria fortalece a transparência e amplia a participação popular na instituição. “A Ouvidoria será um elo permanente entre a Defensoria Pública e os assistidos. É um espaço de escuta qualificada que contribui para o aprimoramento dos nossos serviços e reafirma nosso compromisso com a democracia e a participação social”, afirmou Rodrigues.
Trajetória e compromisso social
Bacharel em Direito e ativista social, Ocileuda integra a Central Única das Favelas (CUFA Amapá) e o Instituto Periférica Amazônia (INPERIFA). Mulher da periferia, defende o fortalecimento da Ouvidoria como espaço de escuta das mulheres, da população negra, das periferias, dos povos indígenas e de territórios historicamente invisibilizados.
Segundo ela, a motivação para concorrer ao cargo surgiu a partir da experiência no trabalho voluntário junto à sociedade civil organizada. Na esfera pessoal, também atua na Igreja Batista Felicidade, onde já ocupou os cargos de secretária, tesoureira e vice-presidente. Sua trajetória inclui ações sociais, como a distribuição de cestas básicas e roupas, além da realização de brechós solidários.
Ocileuda destacou que pretende unir sua formação jurídica à experiência em ações sociais para fortalecer a Ouvidoria como instrumento de diálogo e transformação. “A população pode esperar dedicação, transparência e empatia. A Ouvidoria será uma ponte entre a sociedade civil organizada e a Defensoria Pública”, reforçou.