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Crianças aprendem sobre prevenção à violência de gênero em ação da DPE-AP em Santana

Ação educativa durante o Agosto Lilás estimula crianças a refletir sobre estereótipos e respeito por meio de dinâmicas e conversas.

Por Isabel Ubaiara
Data do Registro: 26/08/2026, às 15:19:20


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Como parte da programação do Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, a Defensoria Pública do Amapá (DPE-AP) promoveu, na terça-feira, 25, um encontro com estudantes da Fundação Orvalho de Hermon - Escola Jardim de Deus, em Santana.

A ação educativa discutiu temas relacionados à violência de gênero, respeito, direitos e formas de prevenção. Realizada em dois momentos, nos turnos da manhã, às 8h, e da tarde, às 14h, reuniu estudantes com idades entre 4 e 10 anos. Ao todo, 200 alunos participaram da conversa com os defensores públicos Roberto Coutinho e Gabriel Farias.

Pedro Henrique, de 10 anos e aluno do 5º ano do ensino fundamental , contou que aprendeu muitas coisas e que uma delas foi que o direito é para todos.

“Aprendi que a criança tem direito de brincar, tem direito à saúde, à alimentação. Ela tem direito a um monte de coisa e a Defensoria Pública nos ajuda”, compartilhou Pedro.

Conhecimento é prevenção

Pela manhã, Roberto Coutinho apresentou a palestra “Superdireitos e Superprotetores! Uma aventura para aprender que todo mundo tem direitos e que existe um super-herói da vida real pronto para defender os seus!”.

O defensor destacou a importância da educação em direitos desde a infância, estimulando uma cultura de respeito entre meninos e meninas.

“Essa atividade integra um trabalho que já vem sendo realizado pela Rede de Atendimento à Mulher de Santana e conscientiza as crianças, desde cedo, sobre respeito e harmonia mútua. Buscamos mostrar aos meninos o papel que eles têm no combate à violência contra a mulher e ajudar as meninas a identificar diferentes situações de violência e saber com quem podem contar nesses casos”, explicou Coutinho.

Criança não tem segredo

Roberto explicou às turmas que as crianças não devem permitir que nenhum adulto diga que precisam guardar segredo, reforçando que “criança não tem segredo”. Segundo ele, é importante que elas tenham confiança nos pais ou responsáveis e contem qualquer situação que as deixe assustadas, ameaçadas ou incomodadas.

Durante a tarde, o defensor público Gabriel Farias conversou com os estudantes sobre o papel da Defensoria Pública, a história da Lei Maria da Penha e a importância do Agosto Lilás. Em atividades lúdicas e dinâmicas com as turmas, os alunos foram convidados a identificar atitudes que podem machucar ou desrespeitar os colegas, refletindo sobre o cuidado e a convivência saudável.

Carrinhos e bonecas

O defensor também abordou a desconstrução de estereótipos relacionados aos papéis de homens e mulheres na sociedade, apresentando situações como “menino pode chorar?” e “menina pode jogar bola?”. Para participar da dinâmica, os estudantes utilizavam gestos com as mãos, polegar para cima para concordar e polegar para baixo para discordar.

As reações variaram entre os alunos mais novos e os mais velhos, revelando diferentes percepções sobre os comportamentos atribuídos a meninos e meninas. A partir da atividade, Gabriel reforçou que todos são livres para expressar seus sentimentos, escolher as atividades de que gostam e construir os próprios caminhos, inclusive na escolha de futuras profissões.

“O conhecimento preventivo é uma das formas mais eficazes de enfrentamento à violência contra a mulher”, afirmou o defensor.

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