Rosival Pereira e Maria do Carmo de Sousa já podem dar um passo importante para reconstruir a vida depois do incêndio que atingiu a casa onde moravam, na comunidade do Ambrósio, em Santana. Em menos de 24 horas após procurarem a Defensoria Pública do Amapá (DPE-AP), o casal recebeu a segunda via das certidões de nascimento, documentos essenciais para o acesso a outros direitos de cidadania.
O casal teve a documentação destruída pelas chamas que atingiram a região na manhã do dia 24 de agosto. O telhado, móveis e outros pertences também foram consumidos pelo fogo.
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A parte dos fundos da residência foi a mais atingida. O espaço havia passado por uma reforma recente, mas teve o telhado destruído, deixando eletrodomésticos, como geladeira e fogão, expostos à chuva. Aposentado, Rosival conta que havia feito um empréstimo para realizar a obra e que também mantinha seus documentos pessoais no local.
"Viemos tirar o registro porque tudo pegou fogo. Eu mesmo não tenho mais condição de levantar a casa, o dinheirinho que eu tinha foi para fazer a reforma da cozinha. Nos indicaram o serviço da Defensoria para a gente procurar, para saber sobre os nossos direitos e eu falei para o pessoal da comunidade que queria ter de volta os meus documentos", afirmou Rosival.
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Com a perda da certidão de nascimento e da carteira de identidade, Rosival e Maria do Carmo buscaram a unidade móvel da Defensoria, que ficou entre os dias 25 e 27 de agosto atuando em regime de plantão para atender o casal e as mais de 100 pessoas afetadas pelo incêndio.
Assistidos pela instituição desde 2025, os dois já tinham seus dados preservados no cadastro da Defensoria. Isso permitiu que a equipe localizasse rapidamente as informações e agilizasse o atendimento. A partir disso, foi solicitada ao cartório a segunda via das certidões de nascimento.
Em menos de 24 horas, os documentos estavam nas mãos do casal.

“Graças a Deus, minha certidão está sendo tirada. Estou muito feliz porque estamos recebendo as coisas”, disse Maria do Carmo.
Para o defensor público Roberto Coutinho, coordenador do Núcleo de Santana, a recuperação da documentação é uma das principais demandas da Defensoria em situações de sinistro e representa o primeiro passo para que as famílias possam reconstruir suas vidas.
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"Quando as pessoas perdem praticamente tudo o que têm, a Defensoria Pública sempre atua diretamente no suporte, principalmente na maior demanda que aparece, que é a restauração das certidões. Nós, de imediato, já no primeiro dia, atendemos mais de 26 famílias, prestando acolhimento, orientação e assistência jurídica. Muitas delas já estão com as certidões em mãos e, com essas certidões, conseguem acessar outros direitos de cidadania", afirmou o defensor.

Para Rosival e Maria do Carmo, recuperar os documentos significa também recuperar a possibilidade de seguir em frente. Depois de perder parte do que construíram, o casal agora tem novamente em mãos um documento fundamental para buscar outros direitos e começar, pouco a pouco, a reconstruir a própria vida.
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