Defensoria Pública atende mais de 300 pessoas no Macapaba

Além da assistência jurídica integral e gratuita, o mutirão do último sábado, 6, levou serviços de cidadania aos moradores do conjunto.

Por Rafael Guerra
08 Nov de 2021, um ano atrás
Defensoria Pública atende mais de 300 pessoas no Macapaba

 

Enersilva da Costa precisava tirar algumas dúvida sobre pensão alimentícia. Moradora do conjunto Macapaba, ela passou pelo mutirão da Defensoria Pública do Estado do Amapá (DPA-AP) no último sábado, 6, e saiu com ação protocolada.

A dona de casa foi uma das mais de 300 pessoas atendidas pela DPE-AP na ação. Com dificuldade tecnológica, ela nunca tinha procurado a instituição pelo WhatsApp.

“Se tivesse acontecido só esse atendimento, o mutirão já teria valido à pena, porque esse é o principal público da Defensoria”, declarou Isabelle Mesquita, defensora pública que atendeu Enersilva.

Gilberto da Gama, morador do Quilômetro 9 de Macapá, ficou sabendo do mutirão perto de sua casa por uma vizinha. Ele precisava resolver alguns problemas relativos ao seu divórcio e antes das 10h estava com tudo encaminhado. Saiu da Escola Estadual Professor Antônio Munhoz feliz da vida com o atendimento.

Além da assistência jurídica integral e gratuita, foram oferecidos serviços de cidadania. A parceria com o Governo do Estado do Amapá possibilitou a presença do Superfácil com emissão de diversos documentos e um posto de atendimento da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) para negociação de débitos. A Prefeitura Municipal de Macapá disponibilizou servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) para cadastramento no CadÚnico e a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) aplicou vacinas contra Influenza, Sarampo e Covid-19.

O mutirão no Macapaba foi pensado para atender uma demanda reprimida criada pela pandemia de Covid-19, que suspendeu os atendimentos presenciais da instituição em março de 2020. Ainda em julho do ano passado a DPE-AP passou a operar pelo WhatsApp, o que possibilitou a ampliação dos atendimentos, mas não conseguiu chegar às pessoas com dificuldades tecnológicas.

“Grande parte dos atendimentos da capital é de moradores do conjunto e precisávamos dar uma resposta. Estou muito feliz com acolhimento com o que fomos recebidos pela comunidade e com o resultado do mutirão, que foi um sucesso”, finalizou Diogo Grunho, defensor público-geral.